ANIMAIS VÃO PARA O CÉU!!!

Eu tive um cachorro chamado Quincas. Não foi batizado porque não tinha pecado. Como Adão, andava nu, mas nunca foi expulso do paraíso. Seus pelos dourados lembravam o trigo de que falava Antoine de Saint-Exupéry.

Ocupou todos os lugares da casa. Ganhou uma poltrona da qual tinha ciúme. Certa vez, um pastor luterano, vestindo um terno preto, para assistir a colação de grau de doutorado de sua filha, sentou na poltrona do Quincas, que reagiu
pulando no seu colo. O pastor não deu nenhuma importância. Sua esposa, com um coração que transborda amor, cuidou de tirar os pelos das vestes do marido.

Quincas era um cão especial. Ficava com olhos brilhando na hora da refeição, mas aguardava paciente a oração. Quincas viveu na dependência da GRAÇA. Faltando quatro meses para treze anos, Quincas resolveu deixar este mundo. Eu e duas amigas estávamos ao seu lado. Foi cremado no cemitério de animais, em Petrópolis. Voltou para o Rio de Janeiro, sua terra natal, metamorfoseado em cinzas. Numa manhã de sábado, presentes alguns amigos, um amigo, pastor, fez uma celebração de gratidão a Deus pela vida do Quincas. Com muita eloquência, o orador declamou estes versos do poeta Belmiro Ferreira Braga:

  • “Pela estrada da vida subi morros,
  • Desci ladeiras, e afinal vos digo:
  • Se entre os amigos encontrei cachorros,
  • Entre os cachorros encontrei-te, amigo!”

No plano de DEUS PARA SALVAÇÃO TODA NATUREZA ESTÁ INCLUÍDA. “O que sucede aos filhos dos homens sucede aos animais; como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais. Todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó e ao pó tornarão” Eclesiastes 3,19-20). ”A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus…na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus” (Romanos,19-20).

 

 

 

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