Tag Vale do Itajaí

Os jogos estão chegando!

Olá pessoal! Tudo em certo?

Começamos a semana da 2ª etapa dos jogos com muita ansiedade hehehe. No domingo iremos nos divertir à beça e de quebra, praticar exercício físico. Que loucura! xD

Vamos começar os trabalhos as 8:30. Portanto, até esse horário, estejam na Barão, munidos da sua inscrição impressa e com a assinatura do ministro responsável. Lembrando que essa foi uma decisão do conselho, que será efetivamente requerida já nesta etapa, ok?

Você pode baixar a ficha de inscrição clicando aqui

Se alguém tiver alguma dúvida, é só entrar em contato 🙂

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Eu e o Gui

Eu e o Gui

 

No sábado, estive em Brusque, para a despedida do nosso secretário financeiro Guilherme, que está embarcando para participar do Summer Camps. Serão 3 meses nos EUA, representando a IECLB neste projeto que já existe há algum tempo.

Lembra que a gente postou aqui sobre o Summer camps? Clique aqui e veja o post.

Quero desejar ao Guilherme uma ótima viagem e que a experiência desta viagem seja tão boa quanto é a nossa amizade. (óin *-*)

Se der tudo muito certo, ele vai contar pra gente o que está acontecendo por lá com frequência. Assim, todos iremos acompanhar as novidades diretamente dos Estados Unidos.

Até o Robinho veio pra festa!

Até o Robinho veio pra festa!

Pessoal de Brusque :)

Pessoal de Brusque 🙂

E como não podia deixar de ser, a música de hoje vai pra ele! Como eu sei que ele gosta de um bom Rock e lembrando que ele me deu uma xícara animal dos Beatles no fim do ano, vamos de Beatles pra ti, Gui! Te cuida.

Formação de músicos na IECLB – Entrevista com Isolde Mohr Frank

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Olá Pessoal!!

Preparei uma entrevista com a dona Isolde M. Frank, acessora de formação do Conselho Nacional de Música, sobre a importância da formação dos músicos na IECLB. Isolde já publicou vários livros de arranjos de hinos para instrumentos da comunidade. (Eu ganhei o livro “63 melodias do HPD”, extensão do “100 melodias”, no Conselho Nacional *-*). Dona Isolde mora em Canoas – RS e também trabalha a música dentro de sua paróquia e dentro da IECLB.

Vamos à entrevista!!

 

 

·   Dona Isolde, a senhora tem 76 anos e está firme e forte dentro do setor de música da IECLB. De onde surge tanta vontade e empenho por este trabalho?

          Meu pai era músico e pastor. Fazendo a Faculdade de Teologia, fez, também, parte do “Movimento da Juventude” que surgiu  depois da Primeira Guerra Mundial. Muitas pessoas  que perderam tudo na guerra, se perguntavam: “Que valores temos, que uma guerra não pode destruir?” Então descobriram o valor da música em geral para a formação da personalidade onde, através da música, depositam-se valores culturais, e, em especial, na igreja, onde ela cria comunhão, firma assuntos da fé, permite louvar a Deus, aprofunda consolo e esperança e onde se ora nos hinos. Aliás, sabemos que Santo Agostinho disse: “Cantar é rezar duas vezes”. Assim, através da música, se depositam enormes valores espirituais.
          Nasci em 1936 e vivenciei isto antes e durante a Segunda Guerra Mundial, quando os meus pais, no meio dos conflitos e tensões, cantavam conosco em casa e nos cultos, quando a Comunidade (mulheres em baixo, homens nas duas galerias!) cantava os hinos de Lutero, de Paul Gerhardt, etc.

·   Qual a importância da formação de músicos na IECLB?

Sem  saber ler música e sem saber tocar um instrumento melódico ou um instrumento como órgão, piano, gaita  ou órgão eletrônico (“teclado”), perdemos muitos hinos de valor. Tocar por ouvido é como viver sem saber ler: só podemos repetir o que é falado para nós. 

·   Já ouvi outrora a senhora se queixar que não há muito material de aprendizagem na IECLB. A senhora é uma das pessoas que trabalham numa melhoria destes materiais. Esta falta de material está relacionada com a falta de interesse de músicos em produzir e levar adiante, ou por falta de iniciativa da própria IECLB?

           No séc. XIX e no início do séc. XX, iniciou o ensino musical no Brasil. Baseados nos modelos da França, deu-se muito mais valor aos conhecimentos da teoria musical do que à execução da música. Assim, a matéria “música”, nos colégios, tornou-se uma matéria desnecessária, para não dizer chata, e foi tirada do currículo das escolas públicas.

            A falta do ensino musical em geral, durante 36 anos, fez com que uma geração não sabe mais que temos, na música, valores imensos, tanto na formação da personalidade como nas atividades culturais. Agora, a matéria “música” voltou, obrigatoriamente, nas escolas. Só que não temos professores. O mesmo vale para o ensino para tocar um instrumento: falta de professores e falta de material adequado para a nossa situação: isto é  trabalhar com pessoas a partir do ponto zero. Lamentavelmente, a maioria das famílias não sabe do valor da música, e por isso há falta de apoio e investimentos.

            Esta trajetória do ensino musical e esta situação tem, também, reflexos nas Igrejas. As lideranças, na sua maioria, não sabem que a formação musical faz com que os obreiros poderiam trabalhar melhor nas suas áreas se tivessem mais vivência com a música.

            Por parte da Igreja, não faltaram esforços para que se faça mais (e melhor) música. Aconteceu que se copiava material de países com outra cultura musical. Este material, para nós, era difícil demais.

·   O que a senhora tem a dizer para os jovens musicistas que pensam em desistir dos seus trabalhos devido à conflitos, impaciência ou incompreensão da parte das diretorias e presbitérios? 

Nós fazemos a música para o nosso Deus. Nós queremos que a Comunidade cante para Deus, sentindo que “a união faz a força”.

Temos que nos conscientizar e tentar conscientizar os presbíteros que há muitos estilos e que não se resolva o assunto “música” com “SOM” ou barulho, mas com diálogo, compreensão, paciência e trabalho. Conseguimos em Canoas valorizar as diferentes “linhas” da seguinte maneira:

No 1° domingo do mês usamos o HPD  e tocam: um organista, um violino e uma ou 2 flautas (todos músicos profissionais)

No 2º domingo é a banda que assume a música e se projeta as letras dos hinos

No 3º domingo têm um violão e mais um instrumento e usamos os caderninhos do movimento Encontrão

No 4º domingo toca um Conjunto Instrumental com pessoas que aprendem o seu instrumento  e que precisam ensaiar mais vezes. Por isso o pastor passa os hinos já 10 dias antes do culto para mim. Hoje tocamos com 3 flautas doce soprano, 2 flautas doce contralto, 2 trompetes e teclado. Normalmente temos um violino (professora) que cuida muito que o andamento seja  fluente

Muitos conflitos aparecem, porque as pessoas não conhecem os assuntos referentes à música. Por exemplo: Que é preciso ter partituras e que há necessidade de ensaios; que  um hino deve ser tocado na extensão tonal certo e, por isso, às vezes deve ser preparada uma nova partitura; conforme o instrumento e a pessoa que toca este instrumento, às vezes, a partitura deve ser adaptado ou facilitado. Precisamos de muita paciência e cuidado para não perder o amor à causa e o amor aos irmãos.