Uma baita reflexão – diretamente da Assembleia do CMI, na Coreia

Uma semana após nossa chegada em Busan, já estamos unidos em famílias temporárias que nos fazem sentir mais próximos do lar.

Neste dia 05 de novembro fomos acolhidos por uma bela discussão acerca do tema Missão, discussão iniciada a partir da apresentação de um vídeo que possibilitou a todos a compreensão da caminhada que conduziu cada um e cada uma de nós até Busan.

Entre as diferentes e ricas opiniões apresentadas na plenária, uma delas despertou maior interesse da minha parte por ser uma fala autêntica de teologia latino americana. Isso tornou ainda mais presente este sentimento de que estamos em casa.

Cecília Castilho, da família confessional pentecostal de Chile e coordenadora da Pastoral de Mulheres e Justiça de Gênero do Conselho Latino Americano de Igrejas – CLAI. Fez um paralelo entre a realidade Latino Americana e, as distintas realidades representadas nesta assembleia e que vivem em situações similares. Cecília apresentou uma denúncia as igrejas que permanecem com discursos e práticas que desejam controlar o corpo e a sexualidade de seus membros. Fazendo uso das palavras com propriedade, delicadeza e voz profética falou a respeito da diversidade em que estamos envolvidos, sobre o empoderamento das mulheres e do esquecimento para com as pessoas com deficiência. Fazendo uma reflexão bíblica salientou que Jesus apontou para as diversidades e para as diferenças, testemunhar o Deus da vida está em ouvir os jovens e suas experiências, está nos encontros das mulheres que buscam espaço para falar o que pensam , denunciar crimes contra os direitos humanos, se reunir para poder estar em comunhão.

Antes de encerrar sua fala salientou ainda a necessidade de denunciarmos o mercantilismo das igrejas. Tomando cuidado para não romper a delicada linha que separa a relação ecumênica plena da relação onde a fé está sendo vendida como um bem de consumo, onde se troca a roupa e o discurso evangelizador para não se perder espaço.

Katilene Willms Labes

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